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A AGENDA 21 ESPÍRITA
A
Organização das Nações Unidas - ONU já promoveu três encontros mundiais
para debater e deliberar ações de equilíbrio ambiental em nível
planetário. Em 1972, organizou a Conferência de Estocolmo que lançou as
primeiras bases para a conservação dos recursos naturais. Duas décadas
depois, no Brasil, aconteceu a ECO 92. A Conferência do Rio de Janeiro
teve como principal resultado o planejamento de ações para a promoção do
desenvolvimento sustentável da Terra, cujo documento ficou conhecido
como Agenda 21. Em 2002, em Johanesburgo, na África do Sul, outra
conferência foi organizada com a finalidade de avaliar o que já havia
avançado e adotar medidas de implementação da tal agenda. Guardando as
devidas proporções, em 1999, em Goiânia, houve uma conferência para
cinco mil espíritos, entre espíritas e não espíritas, proferida por
Adolfo Bezerra de Menezes, conforme consta no livro Seara Bendita,
psicografado por Wanderley Soares de Oliveira, para anunciar aquilo que
ouso denominar da Agenda 21 Espírita.
Sendo
o Espiritismo o resgate da proposta original do Cristo, que ele mesmo
resumiu na vivência da lei do amor, cabe ao Espiritismo, para atender ao
seu propósito, centrar seu foco no ensino do amor a Deus, ao próximo e a
si mesmo. Não apenas no discurso, mas, sobretudo, por intermédio de
atitudes de amor. "A meta primordial é aprendermos a amarmo-nos uns aos
outros."
É
a prática do "Espiritismo por Dentro", a interiorização de conteúdos
para a moralização do ser humano, em contraponto ao "Espiritismo das
Aparências". Representa o processo de reforma íntima, de
autotransformação, no caminho da evolução espiritual.
Simbolizando o conjunto de numerosas mazelas morais, o orgulho
deverá ser identificado e trabalhado por cada espírita, focando a causa
e não a casa, numa "luta íntima e não exterior, não contra organizações,
mas contra nós mesmos", na busca do desenvolvimento da humildade.
A
finalidade primeira da Casa Espírita é a educação integral do ser,
contribuindo para seu auto-descobrimento, auto-encontro e
autotransformação. Para isso, é necessário "promover as Casas, de posto
de socorro e alívio, a núcleo de renovação social e humana, através do
incentivo ao desenvolvimento de valores éticos e nobres capazes de gerar
transformação". Elaborar um programa educacional centrado em valores
humanos para desenvolver homens de bem, com ênfase no Evangelho de
Jesus, inserindo a pedagogia do afeto como instrumento para reeducação
dos sentimentos e fermento para a plenitude das convivências. Promover o respeito à diversidade, a opinião do outro, aprendendo a conviver harmoniosamente com o diferente em todas as oportunidades de relacionamento humano e, em especial, no meio espírita e fora dos ambientes doutrinários. "A atitude de alteridade será o termômetro do progresso das idéias espíritas no movimento". * Formação de Rede de Intercâmbios Incrementar o debate, a interação e a parceria internamente e com outros segmentos do saber e de atuação, que proclamem objetivos semelhantes aos do Espiritismo, através da criação de um relacionamento de trocas permanentes e construtivas, num regime de transdisciplinaridade, mediante a "abertura de canais interinstitucionais". * Estruturação de Entidades Específicas
A
partir de especialização de atividades internas e de intercâmbios
intersetoriais, criar espaços de trabalho específicos para atender a
enormidade de demandas que chegam a Casa Espírita. Serão oficinas de
idéias e diálogo que fomentarão as cooperativas de afeto cristão.
Para fazer frente às novas demandas do mundo atual torna-se
imprescindível a reciclagem dos métodos nas diversas áreas de atuação
espírita (práticas mediúnicas, promoção social, comunicação pública
etc.), na direção da contextualização do conteúdo espírita. Criação de um clima organizacional nas Casas Espíritas que estimule a participação autêntica do trabalhador espírita, por intermédio de mecanismos de delegação e de debate das decisões, e o desenvolvimento de lideranças que promovam relacionamentos de integração e de parceria, na busca da união grupal. * Unificação Ética
União dos espíritas pela vivência dos valores instituídos no
Evangelho de Jesus, formando-se pólos de congraçamento ecumênico. A
ética do amor e o comportamento fraterno devem prevalecer quando não
forem possíveis, por respeito ao pluralismo das idéias, a unidade
institucional.
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