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Como atingirmos a maturidade Alkíndar de Oliveira
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As primeiras expressões de amor estão intimamente ligadas à sexualidade. Nós, encarnados num planeta em transição, ainda espíritos imperfeitos, vibramos primordialmente na energia da sexualidade. É ela que nos impele ao crescimento, através das fases oral, anal e fálica (sem todas aquelas conotações doentias de Freud). As pesquisas genéticas, seja com animais seja com humanos - máxime com a recente revelação do código genético através dos estudos do genoma humano, está trazendo farto material de pesquisas, que poderia muito bem ser analisado por jovens médicos, psicólogos, bioquímicos, enfermeiros e farmacêuticos espíritas, quem sabe sob a coordenação das AREs, UMEs e CREs, que, oportunamente publicariam nos periódicos espíritas e na "Cooperativa" os resultados.
Veja só o que foi descoberto muito recentemente: cientistas japoneses descobriram comportamento estranho das moscas das frutas, aquelas que infectam nossas goiabas e outras frutas. Alguns machos faziam a côrte a outros machos, agitando as asas, fazendo coleios e voltas em torno do colega, quando deveria estar dirigindo galanteios à fêmea (como fazem os humanos - ou deveriam...). Estudando os genes da área responsável pelas manifestações da sexualidade, descobriram que havia um gene defeituoso, exatamente aquele responsável pelos galanteios. Cientistas brasileiros resolveram ampliar essas pesquisas e estão criando moscas das frutas com essas características, de modo a torná-las estéreis, impedindo a procriação.
O que esse gene que já nasce lesado tem a ver com a raça humana? Será que nós também podemos nascer com tal lesão? Deixo claro desde já que não vejo nenhuma conotação com a homossexualidade humana porque nosso cérebro é mais complexo, somos espíritos, possuímos livre arbítrio e inteligência (dita) superior. Mas é um caso a estudar...
Para entender as relações entre Amor e Sexualidade, vejamos o que revela o médico André Luiz, cientista brasileiro - ora na Dimensão Espiritual:
"Além da trama de recursos somáticos, a alma guarda a sua individualidade sexual intrínseca, a definir-se na feminilidade ou na masculinidade, conforme os característicos acentuadamente passivos ou claramente ativos, que lhe sejam próprios.
A SEDE REAL DO SEXO não se acha, dessa maneira no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa.
O Instinto Sexual, por isso mesmo, traduzindo amor em expansão no tempo, vem das profundezas, para nós ainda inabordáveis, da vida, quando agrupamentos de mônadas celestes se reuniram magneticamente umas às outras para a obra multimilenária da evolução, ao modo de núcleos e elétrons na tessitura dos átomos, ou dos sóis e dos mundos nos sistemas macrcósmicos da Imensidade..." (André Luiz in "Evolução em Dois Mundos")
A raça humana encarnada na Terra age impulsionada pela energia primordial da sexualidade. Quando atrasada, suas manifestações de amor são marcadas com as expressões, muitas vezes brutais, do instinto. Mata-se por "amor", movido pelo ciúme ou pela "paixão"... Em alguns países do Oriente, a mulher amada é morta a pedradas, apenas pela desconfiança de que praticou adultério. É um amor instintual que vai evoluindo, transformando-se em orgulho, egoísmo e vaidade, para depois transformar-se em equanimidade, caridade e humildade até alcançar o amor verdadeiro que coabita com a sexualidade, mas sem depender dela para expressar-se no mundo físico, porque, nessa fase, a sexualidade que está ínsita no self, passa a direcionar suas poderosas energias para a criatividade, para a pesquisa, a poesia, a prosa, as artes e a ciência espiritualizada, em suas expressões mais sublimes.
Na História do Brasil tivemos dois exemplos de amor transcendental que iluminaram a saga dolorosa da Inconfidência Mineira: o poeta Cláudio Manuel da Costa e sua mirífica Musa (e esposa) Bárbara Heliodora e o também poeta - autor das famosas "Cartas Chilenas" - Thomás Antonio Gonzaga (Dirceu) e Maria Dorotéia Joaquina de Seixas Brandão (Marília). São dois modelos exponenciais de como o Espírito pode manifestar um misto de sexualidade e sublime amor, onde o belo encontra sua expansão, sem abdicar da interação entre as polaridades, de forma prazerosa e harmônica.
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Para saber mais:
Costardi, Antonio - "Quebrando o Espelho" - Editora Martin Claret, SP, 1977
Luiz, André - "Evolução em Dois Mundos" - Editora FEB
Sites: www.cienciahoje.pt/817; www.ufv.br/dbg/bio240 e outros...