As religiões prendem.
A religiosidade liberta.
Saara Nousiainen
Nós e o Mundo Espiritual
20a edição
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Edições Caminhos de Harmonia
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A título de esclarecimento
Perdoe-me, leitor amigo, por falar algo sobre a minha experiência religiosa. O mesmo, pelo entusiasmo, mas é impossível falar sobre Doutrina Espírita sem vibrar ao encanto que a envolve, a divina beleza das informações que passa ao mostrar a justiça e sabedoria dos mecanismos que regem a vida e a evolução de tudo.
Meu pai era pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na Finlândia, onde nasci e, durante minha infância e adolescência (já no Brasil), tentava entender aqueles conceitos que me apresentavam um Deus, por vezes injusto e cruel, quase sempre irado e nem sempre sabendo o que fazer.
Na verdade estes e outros enfoques encontrados na Bíblia, que é tida como a palavra de Deus, me deixavam perplexa. Perguntava a mim mesma sobre o porquê de tantas diferenças entre as pessoas, não só em termos de sofrimentos e oportunidades, mas também de temperamento, natureza, grau de inteligência etc... e concluía: se a Bíblia diz que Deus é sábio, Todo-Poderoso, justo e bom, não dá para entender porque faz uns nascerem com boa índole, sentimentos de religiosidade, conduta firmada na ética e outros valores, sendo candidatos naturais ao Céu, e outros com má índole, desonestos, agressivos, perversos... perfeitos candidatos ao inferno.
Outra questão que me afligia era a dos escolhidos, pois não conseguia aceitar tamanha parcialidade da parte de Deus ao escolher (dentre os seus filhos) uns para o bem e a felicidade e outros para o mal e o sofrimento, da mesma forma como escolhera o povo israelita para ser o Seu povo, com direito a destruir todos que estivessem em seu caminho, por mais inocentes, puros e dignos que fossem.
Também não conseguia entender como alguém que se diz justo e bom poderia criar seres imperfeitos, com tendências negativas, para depois atirá-los a sofrimentos eternos; arrancar dos braços das mães seus filhos pecadores para lançá-los no inferno. Como essas mães iriam sentir-se no céu, sabendo que aqueles a quem mais amam estão nos mais tenebrosos sofrimentos, sem direito sequer a uma nova chance... e tudo isto pela eternidade afora? Isto me parecia uma monstruosidade que jamais poderia ser praticada por um ser superior.
Lendo a Bíblia, como fazia desde pequena, percebia inúmeras contradições e absurdos que não tinha coragem de comentar, mas por vezes perguntava a mim mesma quem poderia me garantir ser ela realmente a palavra de Deus? Não seria apenas um livro que narra a história de um povo muito religioso, no Velho Testamento, e a grandiosa história de Jesus, no Novo, com todos os seus ensinamentos, verdadeiro código de ética? Lembrava das passagens do Velho Testamento em que Deus teria mandado os israelitas, ao invadirem alguma nação, matarem tudo que tivesse vida, menos as virgens, para servirem de “diversão” aos soldados, quando o mesmo Deus, nos 10 mandamentos proibia matar; e quando dizia que Deus habitava nas tendas e se comprazia com o cheiro do sangue dos sacrifícios, e tantas outras semelhantes.
Mas esses questionamentos não arranhavam a fé que eu tinha em Deus, sua justiça, sabedoria e amor, porque tinha a íntima convicção de que havia verdades que um dia conheceria e que iriam conciliar a fé com a razão, com o bom senso.
De fato, quando contava dez ou onze anos, um dos meus irmãos que estudava em S. Paulo, foi visitar-nos no Paraná. Falei-lhe então sobre aqueles questionamentos que me estavam angustiando, ao que respondeu: “Maninha, eu estou estudando o Espiritismo. Ele diz que vivemos muitas vidas e que somos hoje o resultado do que fizemos nas vidas passadas”.
Meu Deus!!! Ali estava a resposta, a explicação lógica, límpida e cristalina para tantas contradições, geradoras de tamanhos conflitos. E vibrei de alegria porque entendi, senti, que era verdade. Decidi então que, ao ficar adulta, iria estudar o restante dessa doutrina para ver se casava com as idéias que eu tinha sobre a vida, dentro dos critérios de justiça, amor e sabedoria do Criador.
Depois de adulta, casada com um homem que zombava da religião, não havia clima para cumprir a promessa que fizera a mim mesma com relação ao Espiritismo, mas ele veio a nós num momento único em que poderia haver abertura da parte de meu marido e, então, comecei a ler sobre o assunto. Abri o primeiro livro, O que é o Espiritismo, de Allan Kardec, contendo perguntas e respostas. Li a primeira pergunta e fechei o livro, dizendo a mim mesma: “Se as coisas são como eu acho que deveriam ser, a resposta deve ser mais ou menos assim...” Reabri e li a resposta, exatamente como eu achara que deveria ser. Procedi da mesma forma até o fim e as respostas sempre se casavam e mesmo superavam de muito o entendimento que eu tinha sobre como deveriam ser os mecanismos da vida e as leis de Deus.
Continuei lendo as demais obras de Kardec e outras de teor científico, tais como Fatos Espíritas, do eminente cientista inglês Sir William Crookes, descobridor, d’entre outras, do tálio, membro da Real Academia de Ciências de Londres, que, depois de quatro anos dedicados à pesquisa dos fatos espíritas, teve de aceitar a realidade, proclamando a seus pares a sua autenticidade desses fatos, dizendo: “Não digo que isso seja possível; afirmo que isso é uma verdade”.
De início, as idéias reencarnacionistas me fizeram exultar, ao descobrir como tudo podia ser explicado e entendido racionalmente, dentro dos mais perfeitos conceitos de justiça, sabedoria e amor. Entretanto, o temor a Deus, aos castigos divinos, caso aquelas idéias fossem realmente procedentes de Satanás, conforme afirmava meu pai com toda sua bagagem teológica, deixava-me angustiada. Às vezes um terrível medo de estar cometendo horrendo pecado, queria apoderar-se de mim, mas, quando isto acontecia, dirigia a alma aflita ao Criador, em súplica, e então subia das profundezas do meu espírito uma grandiosa sensação de paz, um maravilhoso estado de bem-estar e a convicção serena, segura, irrefutável, de que aquelas idéias eram verdadeiras, dentro da lógica e sabedoria universais.
Aos poucos uma compreensão maior foi crescendo em mim e, com ela, uma esfuziante alegria ao começar a mudar as antigas idéias sobre um Deus a quem se deve temer, pela convicção de que Ele é realmente sábio, justo e nos ama, e que, assim, é possível amá-Lo e admirá-Lo intensamente... sem temê-Lo. E, nessa alegria pude perceber como Deus nos fala pelos canais interiores do nosso Espírito, quando não nos encontramos acorrentados a dogmas.
Estudar Espiritismo e militar nas atividades espíritas representou um caminho de contínuas descobertas, tanto através de leituras, quanto de observações e experiências próprias. E então, aquele sentimento de religiosidade que em mim sempre fora muito forte, pôde finalmente casar-se com a razão, juntando mente e coração, estabelecendo os parâmetros de uma vida mais plena, com paz e harmonia interior.
Fé ou razão?
Allan Kardec definiu o Espiritismo como:
“A ciência que estuda a origem, a natureza
e o destino do espírito e suas relações
com o mundo corpóreo”.
Pedimos ao caro leitor para limpar a mente de quaisquer idéias preconcebidas, a fim de que esta leitura seja feita com absoluta isenção de ânimo, sem qualquer tipo de preconceito, mesmo porque qualquer discussão filosófica ou científica jamais será autêntica, se fluir sobre idéias ou conceitos preestabelecidos.
As teses espíritas têm sido envolvidas, desde a sua codificação, numa aura de superstição e misticismo pelos que as desconhecem e/ou têm interesse em assim agir. No entanto, e, apesar de tudo, são conceitos que vêm se impondo pela força de sua própria realidade.
Por que então tanta rejeição a estas idéias?
É fácil entender. Se em todas as épocas, na caminhada da ciência, houve sempre momentos de granítica rejeição a novas idéias, principalmente quando vinham desestruturar antigos paradigmas, agora não poderia ser diferente.
Por que a mídia não divulga o que a ciência vem confirmando com relação a diversos conceitos espíritas?
Porque só lhe interessa o que “dá ibope”. Quando se trata de fenômenos ela está a postos, mas cuida de ignorar o que há por trás deles, por serem informações que fatalmente mudariam os mais importantes paradigmas do mundo cristão. Além disso iriam contrariar forças extraordinárias, tais como, idéias enraizadas no psiquismo coletivo ocidental e as próprias estruturas das organizações religiosas.
No entanto, quantas pessoas fogem de suas religiões pelos entrechoques da fé com a razão, mas não conseguem deixar de ver Deus na grandiosidade do universo, senti-Lo na imensidão dos oceanos, na figura assustadora das cordilheiras geladas, assim como nas coisas mais singelas como o ordenado labor das formigas? Só lhes falta a explicação correta sobre todos esses mecanismos para que a razão possa juntar-se à intuição e abrir-se à plenitude da fé, sem perplexidades ante as incoerências até então encontradas.
Não é nossa intenção tentar convertê-lo ao Espiritismo, caro leitor, mas colocar à sua disposição conhecimentos que mudam enfoques, dão novos e mais jubilosos objetivos à vida e, acima de tudo, informações e esclarecimento que pacificam a alma com relação a si mesma, à vida e a Deus.
São informações que dão novo alento, novas perspectivas, renovam mentalidades, modificam conceitos, proporcionando infinito bem-estar, já que mostram os justos porquês de todas as coisas, nos perfeitos mecanismos que regem o universo, a vida e a evolução de tudo para patamares sempre mais perfeitos, mais agradáveis, mais belos.
Não se trata de alguma nova religião, nascida da cabeça de alguém, mas conhecimentos que foram trazidos por espíritos evoluídos através da mediunidade e codificados por Allan Kardec a partir da metade do século dezenove.
Se pensarmos a questão religiosa com mais liberdade mental, sem preconceitos, podemos concluir que o futuro das religiões está na religiosidade e não nos formatos religiosos, mesmo porque é óbvio o fato de não existir uma religião certa, verdadeira ou legítima, porque nas centenas de religiões existentes há sinceridade, há verdade, há Deus, mas com interpretações distintas. Não se pode então dizer que tal ou qual é a verdadeira. Todas o são, desde que sua meta seja a busca do divino e com ela, o crescimento interior do ser.
Jesus ensinou o código de conduta adequada a toda a humanidade, e a Doutrina Espírita esclarece quanto aos mecanismos da vida e da evolução.
Não há hierarquias no Espiritismo. Para que intermediários entre a criatura e o Criador, intermediários esses tão imperfeitos quanto os demais? Nos ensinos de Jesus Ele sempre colocou cada qual como o único responsável por si mesmo, não por graças de qualquer natureza, mas tão-somente pelas atitudes, omissões e ações vivenciadas no cotidiano.
O Espiritismo, com sua formidável lógica, pode ser considerado também a ciência do bem viver.
Alguém inventou a reencarnação?
Se a teoria da evolução através da reencarnação foi inventada por alguém, como dizem, quem a inventou? Foi Satanás? Foram seres humanos?
Se foi Satanás, ou mesmo seres humanos, então eles seriam bem mais sábios e teriam mais elevado senso de justiça e de amor do que Deus.
Por quê?
Porque as explicações reencarnacionistas mostram a vida, o universo e os seres vivos sendo regidos por mecanismos incrivelmente sábios e justos. Por essa tese cada criatura racional é responsável por si mesma, pelo próprio crescimento como ser cósmico, partícipe da vida, dos tesouros que estão à disposição de todos, desde os intelectuais, artísticos, culturais, até os afetivos e todas sempre recebendo novas e renovadas oportunidades de reajuste ante as leis maiores, podendo resgatar suas faltas e liberar-se dos pesos conscienciais, de forma legítima.
De outro lado, temos as teses das religiões que se guiam pela Bíblia, tendo-a como a palavra de Deus, interpretada ao pé da letra. Por elas o sistema regente da vida é terrivelmente injusto, cruel e pouco criativo. Concebem um Deus todo envolvido com o cotidiano humano, interesseiro e facilmente enganável, além de parcial, tirano, sádico, cruel e incompetente, por não saber conduzir suas criaturas por caminhos mais justos de crescimento e aperfeiçoamento. No livrinho Temor a Deus comentamos isto mais detalhadamente e mostramos onde se encontram todos esses enfoques no corpo da Bíblia.
Mas quando entendemos Deus como a causa primária de todas as coisas, a soberana inteligência, justiça, sabedoria e amor, como no-lo colocou Jesus e como o bom senso nos indica, não podemos deixar de crer na reencarnação e na lei de causa e efeito. Não fosse assim, teríamos de concluir que existem seres mais inteligentes, mais competentes e criativos, com mais elevado senso de justiça e amor do que Deus, seres esses que teriam inventado os mecanismos da reencarnação e a lei de ação e reação.
Será possível existir alguém melhor e mais competente do que Deus?
Se existe, esse alguém terá de ser, forçosamente, superior a Ele. Isto favorece a teoria de que Jeovah seria o Espírito responsável pela evolução do povo israelita, considerado por este como o próprio Deus, conforme detalhamos no citado livrinho Temor a Deus.
A pesquisa científica
Como a finalidade deste livro é principalmente informar e não exatamente, convencer, sugerimos aos leitores que quiserem conhecer melhor a pesquisa científica dos fatos espíritas desde a metade do século dezenove, a buscarem essas informações na extensíssima bibliografia que há sobre o assunto, principalmente na mais recente.
Para facilitar, podemos, dentre outras, citar as seguintes pesquisas:
Cientistas ex-soviéticos, demonstrando com a fotografia kirliana que possuímos mais dimensões do que supúnhamos;
Equipe do Dr. Ian Stevenson, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia (EUA) que na década de 60 já havia investigado mais de 600 casos, pesquisas essas publicadas no livro VINTE CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO. Em 1997 publicou em dois tomos, contendo 2.500 páginas (ainda não traduzido para o português) BIOLOGY AND REINCARNATION, tendo como base pesquisas sobre marcas de nascença. Nesse livro Dr. Stevenson afirma que até o ano 2010 a ciência concluirá que a reencarnação é lei biológica;
Equipe do Professor H. N. Banerjee na Universidade de Jaipur, Índia, sobre reencarnação, com mais de 3000 casos catalogados;
O físico francês Dr. Patrick Drouot, com suas pesquisas sobre o fenômeno da reencarnação à luz da física moderna;
Dr. William Croockes, citado anteriormente, sobre materializações de espíritos.
Dr. Robert Crookal, autoridade mundial em Experiências Fora-do-Corpo, afirmando a existência dos corpos espiritual e etérico;
Drs. Carlis Osis e Ingo Swann com notáveis experimentos em viagens astrais, ou Experiências Fora-do-Corpo;
Equipe do médico Dr. Raymond Moody Jr., nos EUA, sobre EQM (Experiências de Quase Morte), nas quais o paciente desdobra-se para uma outra dimensão, da qual observa o próprio corpo e relata fatos dos quais não poderia ter tomado conhecimento através dos sentidos físicos;
Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas de S. Paulo, sobre Modelo Organizador Biológico (corpo espiritual), reencarnação e poltergeist;
O neurologista, Dr. Núbor Facure, em pesquisas sobre a neurofisiologia da mediunidade;
Dra. Barbara Ann Brennan, cientista pesquisadora da NASA, Mestrado em Física Atmosférica, com seus estudos e experiências no campo da energia humana e no conhecimento dos corpos sutis do ser, relacionados com enfermidades e curas, com diversas publicações como, por exemplo, MÃOS DE LUZ;
Em vários países da Europa, nos EUA e também no Brasil, a TCI – Transcomunicação Instrumental, ou seja, comunicação de espíritos através de aparelhos eletrônicos;
Inúmeros profissionais da saúde, como por exemplo os Drs. Morris Netherton, Bryan Weis, Edith Fiori, Denys Kelsey, sobre regressão de memória a vidas passadas;
No Brasil, instituições como o INTVP, a ABEPTVP, SBTVP assessorando e preparando profissionais da saúde para trabalharem com regressão terapêutica a vidas passadas;
Universidades, como a de S. Paulo (USP), incluindo em seu currículo o curso de Medicina e Espiritismo - Integração Cérebro, Mente, Corpo e Espírito;
E ainda, a contribuição da Associação Médico-Espírita de S. Paulo em seus mais de 30 anos de existência, com a realização de Congressos, Seminários e Jornadas voltados para as questões da saúde sob ótica espírita, como por exemplo:
· Interação Cérebro-Mente - Dr. Nubor Facure.*
· As Operações Espirituais - Dr. Ary Lex.
· Universo dos Fenômenos Paranormais e Mediúnicos - Dr. Valter da Rosa Borges.
· As Bases Neurológicas das Atividades Espirituais - Dr. Nubor Facure.
· A Física Moderna e o Espiritismo - Dr. Ney Prieto Peres.
· Evolução do Sistema Nervoso e Funções Neuropsíquicas - Dra. Irvênia Di Santis Prada.
· Ação do Espírito sobre o Sistema Imunológico - Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.*
· Kirliangrafia - Dr. Wilson Pikler.
· Tratamento Bio-Psíquico-Espiritual - Dr. Jaider Rodrigues de Paulo.
· Regressão de Memória para fins terapêuticos - Dra. Maria Julia Prieto Peres.*
· TCI (comunicações dos espíritos através de aparelhos eletrônicos) e a Física Moderna - Dr. Ney Prieto Peres.
· Psicografia à Luz da Grafoscopia - Dr. Carlos Augusto Perandréa* - comprovando através da grafoscopia a escrita de espíritos, através de médiuns (psicografia).
· Física Moderna e o Novo Paradigma - Dr. Valdyr Rodrigues.
· A Síndrome da Personalidade Múltipla - Hermínio C. Miranda.
· Limites entre Processo Obsessivo e Doenças Mentais - Dr. Jorge Andréa.*
· Corpo Espiritual e sua Natureza - Dra. Alcione Rebelo Novelino.
· Neurofisiologia – Estados Alterados de Consciência - Dr. Fernando Luiz de Azevedo Rabelo.*
· Epífise: Glândula da Vida Mental - Dra. Marlene Rossi Severino Nobre.
· As Funções Verticais do Cérebro - Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.
· Bioenergia e corpo energético, de interação físico-extrafísico. Fonte do mapeamento da acupuntura - Dr. Samuel de Souza.*
· Ectoplasma: aspectos teóricos e práticos - Prof. Dr. Matthieu Tubino.*
Há ainda, a coleção de livros intitulada Aprendendo sobre o Espírito, da autoria de Flávio Távora Pinho. No primeiro volume (com o subtítulo ”Ciência”), o autor apresenta as pesquisas científicas que têm sido realizadas até hoje, com breves históricos sobre os pesquisadores e seus trabalhos. O segundo volume é sobre o desenvolvimento do pensamento religioso, assim como, das idéias espíritas ao longo do tempo, num extraordinário trabalho de pesquisa, apresentando igualmente os mais importantes vultos na área dos fenômenos mediúnicos e os fundamentos da doutrina espírita. O terceiro volume trata da questão da mediunidade e da paranormalidade.
Távora, durante os cursos que fez nos EUA e na Inglaterra, como Coronel-Aviador da FAB, teve oportunidade de inteirar-se de pesquisas realizadas naqueles países, conhecimentos esses que lhe deram o suporte necessário para escrever as citadas obras.
* Dr. Nubor Facure - Médico Neurologista. Fundador e Diretor do Instituto do Cérebro da UNICAMP – Universidade de Campinas-SP.
* Dr. Sérgio Felipe de Oliveira - Médico, Pós-graduado do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de S. Paulo (USP). Diretor Clínico do Pineal-Mind Institute, de S. Paulo. Diretor de Dep. de Saúde Mental da AME-SP – Ass. Médico-Espírita de S. Paulo.
* Dr. Jaider Rodrigues de Paulo - Médico, Pós-graduado em Psiquiatria. Diretor Médico do Hospital Espírita André Luiz.
* Dra. Maria Julia Prieto Peres - Médica Psiquiatra. Vice-Diretora do INTVP – Inst. Nacional de Terapia de Vivências Passadas.
* Dra. Marlene R. S. Nobre - Médica ginecologista. Especialização na área de Psiquiatria da Infância e da Juventude. Presidente da AME-SP
* Dr. Carlos Augusto Perandréa - Perito Judicial especializado em grafoscopia.
* Dr. Jorge Andréa dos Santos - Médico Psiquiatra, autor de vários livros. Dedica-se ao estudo científico da paranormalidade e psiquiatria.
* Dr. Fernando Luiz de Azevedo Rabelo- Médico psicoterapeuta do Hospital Miguel Couto- RJ.
A melhor e mais bela das
realidades é o amor.
É também a essência dos ensinamentos
de Jesus. Quem ama verdadeiramente,
constroi em torno da própria
personalidade um poderoso campo
magnético, que o protege de
inúmeros males.
Sugestão:
Sempre que lembrar, imprima em seu
corpo e alma um sentimento de fraternidade por tudo e todos.
Acrescente o contentamento, que é um verdadeiro elixir de vida a nos preservar
de muitos males, ajudando a vencer a depressão.
O Consolador
A Doutrina Espírita relembra os ensinos do Mestre ao mundo cristão, que os distorceu ao apoiar-se na premissa de que o sangue de Jesus ou as práticas religiosas salvam o pecador.
O que o Mestre pregou, no entanto, foi a necessidade do aperfeiçoamento moral, que se expressa na conduta (“Sede perfeitos, como perfeito é o vosso pai celestial”, “A cada um de acordo com suas obras” etc. Mat.16:27,
I Pedro, 1:17, Jer.17:10);
As informações e esclarecimentos que o Espiritismo oferece não conflitam com os ensinamentos de Jesus, muito ao contrário. É claro que naquela época Ele não poderia dar explicações sobre reencarnação, as leis da evolução, de ação e reação etc., porque não O entenderiam, mas prometeu enviar o Espírito de Verdade, no devido tempo, para dizer toda a verdade e relembrar ao mundo os seus ensinamentos.
Dizem algumas religiões cristãs que o Consolador, o Espírito de Verdade, teria vindo no Pentecostes. Mas no Pentecostes não se justificava alguém vir dizer toda a verdade, posto que Jesus já havia dito tudo o que a humanidade daqueles tempos poderia suportar, conforme Ele próprio afirmou. Além disso, no Pentecostes não houve qualquer revelação. Também não havia motivos para alguém vir relembrar os ensinamentos do Mestre, porque estes estavam ainda muito vivos nas mentes e corações dos seus seguidores.
Mas no século XIX esses ensinamentos já estavam muito esquecidos pelos cristãos quando o Espírito de Verdade veio, através da mediunidade, relembrá-los, trazendo ainda todas aquelas informações e explicações que Jesus não pudera dar naquela época, quando não poderiam entendê-Lo. Agora, porém, em outros níveis de conhecimento e depois de tantos séculos de cristianismo, a humanidade já estava madura para receber mais esclarecimentos sobre a vida e os mecanismos da evolução.
Também o título, Consolador, ajusta-se como luva ao Espiritismo. Há consolo maior que saber que os nossos entes queridos que morreram não estão mortos, mas vivos, continuando sua evolução numa outra dimensão de vida e que, eventualmente, poderão até mesmo comunicar-se conosco através da mediunidade? Há consolo maior do que saber que ninguém irá para o inferno sofrer pela eternidade afora; que os nossos entes mais caros, que “não aceitaram Jesus” nesta vida, não estão perdidos por causa disso? E aos que carregam terríveis pesos na consciência só pode haver consolo se informados de que poderão um dia consertar o mal que fizeram, nem que seja numa futura encarnação.
O sentimento fraterno tem o poder de relaxar,
eliminar estresse e possibilitar melhor circulação de energias no organismo.
Equivale a saúde e bem-estar.
*****
Os ensinamentos de Jesus
eram de tão elevada moral
que irritaram a muitos
dos que O ouviam.
Outros O seguiam por causa das
curas, dos milagres...
Poucos conseguiam sintonizar verdadeiramente com Seu
luminoso pensamento e
d’Ele haurir energia e disposição
para mudarem suas vidas,
seguindo-lhe os passos...
Codificação do Espiritismo
A história da Terra mostra que
tudo nela está em permanente evolução.
Antigamente ofereciam-se sacrifícios
humanos aos deuses. Era a mentalidade da época, mas que foi mudando com o lento progresso da humanidade, cedendo lugar
a idéias mais civilizadas.
O cristianismo trouxe novas luzes ensinando amor, perdão e mansidão numa época em que violência, ódio e vingança faziam parte da natureza do homem.
Será que hoje, na era da ciência e da
tecnologia o pensamento religioso deve permanecer no mesmo formato em que
veio à luz, há dois milênios?
Na metade do século XIX Allan Kardec (pseudônimo do sábio francês Hippolyte Lèon Denizard Rivail, colaborador de Pestalozzi, professor de química, física, matemática e astronomia, autor de diversas obras didáticas adotadas pela universidade da França, membro de várias academias de sábios (inclusive da Academia Real D’Arras) codificou a Doutrina Espírita, que trouxe novos e mais amplos conhecimentos sobre a vida, o universo e as leis que a tudo regem.
Foram os Espíritos Superiores (através de diversos médiuns), sob a supervisão do Espírito Verdade, que trouxeram essas informações e esclarecimentos, respondendo a perguntas feitas por Kardec, e essas perguntas e respectivas respostas estão enfeixadas no O Livro dos Espíritos, que foi publicado em Paris, em 18 de abril de 1857. Em seguida vieram a lume O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Céu e Inferno e A Gênese. Esses cinco livros formam a codificação da Doutrina Espírita.
São informações e esclarecimentos que mostram a vida e a evolução por um ângulo mais amplo, cujos mecanismos são verdadeiramente justos, sábios e perfeitos, e que se casam com tudo o que experienciamos em nosso cotidiano; eles nos dão paz, serenidade, esperança e consolo.
A Doutrina Espírita nos ensina uma conduta mais saudável para a mente e o corpo e uma ética de vida mais compatível com nossas necessidades evolutivas; ela abre diante da nossa curiosidade e sede de saber, um universo infinito de novos conhecimentos. É como redescobrir a vida sob novos e maravilhosos enfoques, sob novas cores e perspectivas.
As leis
Nossa humanidade pode ser comparada a uma criança. Quando pequena, os pais lhe ensinam várias regras de conduta: não pode bater no irmãozinho, não deve tirar nada dos outros, não deve quebrar as coisas, nem botar o dedo na tomada; não deve dizer nomes feios etc. Se não obedece, os pais a castigam, a fim de corrigi-la.
Ao crescer mais um pouco a criança já começa a seguir aquelas regras para fugir aos castigos, ou para agradar aos pais, por amor a eles.
Ao atingir a idade adulta, porém, já passa a guiar-se pelas leis comuns, não mais por temer castigos ou para agradar aos pais, mas por compreender que esse é o seu dever; que as leis existem para resguardar seus próprios direitos e preservar os alheios.
Na infância da humanidade a administração espiritual da Terra enviou Moisés, que recebeu no monte Sinai os Dez Mandamentos e criou uma série de leis muito severas, próprias para educar aquele povo orgulhoso e indisciplinado.
Com medo dos castigos divinos os seguidores de Moisés, ou seja, os israelitas, cuidavam de obedecer e, dessa forma, iam se acostumando à idéia de que não deviam matar nem roubar; que deviam respeitar as coisas sagradas, adorando apenas a um Deus; que precisavam respeitar e honrar a seus pais, cuidar da higiene pessoal e da comunidade, não deviam mentir, nem prejudicar o próximo, e assim por diante. Eram as leis da DISCIPLINA, a Primeira Revelação trazida àquela parcela da humanidade.
Quando já haviam assimilado as idéias de justiça e disciplina veio Jesus, o Sublime Espírito, trazendo a lei do AMOR, a Segunda Revelação.
Os homens começaram então a aprender que deviam amar Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos; ser mais tolerantes, mais humildes e mansos, aprendendo a perdoar todas as ofensas.
Essas idéias espalharam-se então pela Terra à luz do Evangelho, crescendo nos corações das pessoas e, hoje, a humanidade, já mais amadurecida, está capacitada a compreender e adotar a lei do DEVER, cujo conhecimento foi trazido à Terra por Allan Kardec, na metade do século XIX, com a codificação da Doutrina Espírita, ou seja, a Terceira Revelação.
Essa Doutrina veio ensinar que, para nosso próprio bem, devemos obedecer às leis divinas, porque tudo o que fazemos é semente que plantamos, e cujos frutos teremos de colher. Se agimos de acordo com essas leis, amando a Deus e ao próximo, respeitando seus direitos, assim como a própria vida, vamos colher felicidade, saúde e bem-estar, tanto nesta, quanto nas futuras encarnações. Mas se agimos em desacordo com elas, iremos responder por nossos atos.
O Espiritismo nos diz e prova que Jesus não foi apenas o mártir da cruz, mas acima de tudo o Grande Cientista que veio ensinar a ciência do bem viver.
OBS. Quando falamos na evolução através do Evangelho não queremos excluir religiões que adotam outros modelos, mesmo porque Deus sempre enviou à Terra espíritos superiores com a missão de ensinar uma ética de vida que não é apenas de Jesus, porque é lei cósmica.
Conheça mais sobre estes
assuntos lendo
O Livro dos Espíritos.
Ele que contém 1.018
perguntas feitas aos
espíritos superiores
e as suas respostas,
além dos comentários
de Allan Kardec.
Reencarnação
“Nascer, viver, morrer, tornar a nascer e progredir sempre, tal é a lei”(Kardec).
Há quase dois mil anos quando Jesus vivia na Judéia pregando o Evangelho e curando enfermos, certo dia um “Doutor da Lei” chamado Nicodêmus procurou-o para perguntar:
- Mestre, o que preciso fazer para merecer o Reino do Céu?
- É preciso que nasças de novo - respondeu Jesus.
- Mas como? - perguntou Nicodêmus bastante espantado. E continuou: é possível a um homem já velho retornar ao ventre de sua mãe, para nascer outra vez?
Jesus tornou a lhe dizer:
- Em verdade, em verdade te digo que se não nasceres de novo, não verás o reino de Deus.
Falando em nascer de novo o Mestre, sem dúvida, referia-se à reencarnação, ou seja, que todos nós nascemos, vivemos e morremos; passamos maior ou menor tempo no mundo espiritual e voltamos a nascer em um novo corpo.
Ele disse também: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial”. Essa perfeição, entretanto, só é possível de ser alcançada através de incontável número de encarnações. A natureza não dá saltos e a obra da evolução é lenta, embora possamos acelerar nosso crescimento interior, através de um maior esforço nesse sentido.
Tudo no universo evolui, embora lentamente. Tudo caminha em direção ao Pai.
Quando reencarnamos as lembranças das vidas passadas ficam arquivadas em nosso inconsciente. Isto acontece por bondade divina, a fim de nos poupar de lembranças amargas e permitir uma oportunidade inteiramente nova para consertarmos o que tivermos destruído no passado.
Se nos lembrássemos de nossas vidas passadas, como poderíamos receber por filho alguém a quem prejudicamos ou que nos fez sofrer? Com o esquecimento, porém, os ódios se acabam nos braços de pai e mãe.
Também a morte não transforma a criatura. Quem é mau aqui no nosso espaço físico, continua a ser mau depois da morte; quem é avarento, orgulhoso ou imoral continua do mesmo jeito no mundo espiritual. Ninguém vira santo porque morreu.
Os espíritos muitas vezes reencarnam nos ambientes e/ou famílias onde viveram. É a oportunidade que Deus lhes dá para refazerem seus caminhos, corrigirem faltas e consertarem o mal que praticaram no passado.
Podem também voltar à Terra em ambientes estranhos. Quem foi mau filho poderá renascer como criança abandonada, para aprender a dar valor à família; quem foi orgulhoso poderá vir em condições de pobreza ou de subalternidade, para aprender a ser mais humilde; quem foi preguiçoso talvez volte à Terra sem saúde, desejando trabalhar, mas sem condições físicas para tanto; quem usou mal a língua, “levantando falso”, estimulando a imoralidade, a violência, a maldade ou a descrença em Deus e na vida, poderá renascer com problemas de fala ou mesmo completamente mudo, por causa do tipo de energia que gerou e acumulou nos órgãos da fala. O mesmo, quanto aos desvios do sexo (prostituição, homossexualismo e as mais diversas perversões sexuais); igualmente aos mais variados vícios que interferem nas condições do corpo espiritual, refletindo-se nas futuras encarnações. Também o suicídio afeta profundamente esse corpo sutil que poderá gerar as mais diversas anomalias no futuro organismo, ao reencarnar.
Isto, aliás, explica inúmeras diferenças existentes entre as pessoas.
Na verdade, todos nós aqui na Terra sofremos por onde erramos. Não como castigo de Deus, mas como recurso necessário ao nosso reajuste e evolução espiritual.
A reencarnação reflete a sabedoria e justiça dos mecanismos da evolução. Os sofrimentos, as dificuldades e as lutas da vida são os grandes professores que nos ensinam a viver e a conviver; são assim como a lixa que vai retirando de nossas almas as arestas das imperfeições, ou como o buril nas mãos do artista, lapidando o diamante bruto para transformá-lo no mais belo brilhante.
As reencarnações de espíritos de pouca evolução ocorrem de forma quase automática, dentro dos mecanismos que as regem. Já as de espíritos mais evoluídos, ou daqueles que trazem missões ou tarefas importantes para o contexto geral, são planejadas com o devido cuidado, desde a elaboração de mapas com todos os detalhes biológicos para a formação do novo corpo, até aos cuidados com seu novo “habitat”, tais como, o país, a família e o ambiente onde deverá renascer, as condições de vida que terá, assim como o necessário para o melhor cumprimento da tarefa.
Vida depois da morte
Há vida depois da morte?
As pesquisas científicas indicam que sim, e as religiões também afirmam que, de alguma forma, a vida continua depois desta vida, nem que seja em estado latente, aguardando a ressurreição dos mortos.
Só que aí surge uma questão da mais alta importância: se todos havemos de morrer um dia, como estaremos nesse além da vida? Será que vamos ficar armazenados em algum galpão celestial, aguardando o juízo final? Ou quem sabe, prostrados diante do trono divino, em adoração, pela eternidade afora? Ou talvez sentados à beira de uma nuvem tocando harpa?
Será que uma natureza dinâmica como é a do ser humano iria suportar um estado de inatividade, inócuo e vazio, por toda a eternidade?
São os próprios espíritos que têm dado as mais completas explicações sobre esse outro lado da vida. Essas informações têm chegado através da psicografia de inúmeros médiuns, nos mais diferentes pontos da Terra e nas mais diversas épocas, através de mensagens, principalmente dirigidas a parentes e amigos, contando como foi a sua passagem para o mundo espiritual e como é esse mundo.
E o mais importante é que essas informações coincidem: o que os espíritos falam aqui no Brasil, através de médiuns, é confirmado pelo que eles dizem na Europa através de aparelhos eletrônicos.
O portador das mais amplas e detalhadas notícias sobre o mundo espiritual e a vida e atividades dos espíritos é André Luiz, através de 11 livros que ditou pela psicografia de Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier).
André Luiz nos mostra esse outro lado da vida muito parecido com o lado de cá. Há muitas semelhanças. Ninguém fica vagando no espaço como alma penada, nem tocando harpa na beira da nuvem. O mundo espiritual, para os espíritos, é tão real e dinâmico quanto o nosso mundo físico é para nós.
É por isso que muitos espíritos não sabem, ou não conseguem acreditar que já morreram. São daqueles que pensam que ao morrer irão para o céu, o purgatório ou mesmo para o inferno, ou então, que a morte irá apagá-los de vez. Mas, ao invés disso, encontram-se quase como antes. Muitos voltam para o lar, para os ambientes do trabalho ou do lazer. Vêem as pessoas, falam com elas, mas as pessoas não lhes dão a menor atenção. Alguns pensam que ficaram loucos, ou que estão vivendo um pesadelo interminável. Muitos assistem ao próprio velório e sepultamento mas não aceitam a idéia de que aqueles funerais sejam os seus.
Uma das atividades dos centros espíritas é o esclarecimento a esses irmãos, chamados de espíritos sofredores. Eles incorporam-se ao médium e o doutrinador conversa com eles explicando-lhes a realidade. O grupo todo envolve o irmão sofredor em vibrações de paz e amor. É como ele se alivia e consegue melhorar a própria freqüência vibratória.
Essa elevação vibratória é necessária para que ele possa ser socorrido e levado para tratamento em local adequado.
Mas há também aqueles que retornam ao mundo espiritual plenamente conscientes do que está ocorrendo.
Quando alguém desencarna (morre) é muito importante que receba vibrações de paz, em vez das manifestações de desespero que normalmente acontecem.
Muitos espíritos têm relatado através da mediunidade seus dramas, seus sofrimentos e aflições, por causa do desespero e desequilíbrio dos parentes e amigos, após seus desenlaces. Eles dizem que as lágrimas dos entes queridos que ficaram na Terra, suas vibrações angustiadas, chegam a eles com muita intensidade, provocando aflições sem conta.
Por isso, diante da morte a atitude dos presentes deve ser de respeito, serenidade, equilíbrio e, acima de tudo, prece. O recém-desencarnado necessita de muita oração.
O contentamento é um elixir de vida, saúde e bem-estar. Previne a depressão e fortalece o sistema imunológico, além de inúmeros outros benefícios.
Mundo Espiritual
Muitas pessoas depois da sua desencarnação permanecem aqui mesmo na crosta da Terra, nos ambientes onde viveram. Outras conseguem “desligar-se” e são conduzidas ou atraídas para regiões espirituais compatíveis com sua evolução e merecimento. Dessa forma, enquanto algumas seguem para regiões ou faixas vibratórias mais altas, outras ficam na Terra ou vão para as zonas do umbral e até mesmo das trevas.
O umbral, ou os umbrais são regiões espirituais mais próximas da crosta da Terra, onde se localizam espíritos mais atrasados ou que não mereceram elevar-se a faixas mais altas por causa de suas culpas e/ou omissões durante a vida. São zonas de sofrimentos, desequilíbrios e aflições; algo semelhante ao purgatório da concepção católica.
As trevas, pelo que informam alguns espíritos, são zonas ainda mais “baixas” e tenebrosas, das quais pouca notícia se tem.
Mas a permanência dos espíritos nas regiões de sofrimento não é eterna. Sempre que algum deles, sinceramente arrependido de seus atos, implora ajuda a Deus, acaba sendo socorrido pelas falanges de espíritos que trabalham naquelas zonas de purgação, em nome do amor.
No umbral existem inúmeras dessas instituições que dão atendimento a espíritos que se desviaram do bem, ou que não quiseram vivenciar, quando na Terra, o grande mandamento: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Grande parte dos sonhos reflete a nossa vivência na dimensão espiritual, quando, ao adormecermos, saímos do corpo carnal, embora permaneçamos ligados a ele por filamentos fluídicos, conhecidos como o “cordão prateado”.
Há vários tipos de sonhos. Há aqueles em que ficamos flutuando sobre o corpo físico, mergulhados nas imagens do subconsciente ou do inconsciente, revendo acontecimentos recentes e até mesmo cenas de vidas passadas.
Essas imagens geram sonhos que, geralmente, nos parecem sem sentido e até mesmo absurdos.
Há os sonhos produzidos pelas andanças no mundo espiritual. Nessas andanças a nossa ligação com a matéria não nos permite muita lucidez. Por isso, muito do que vemos, a nossa mente, ligada ao cérebro carnal, interpreta de forma distorcida. Também ao acordarmos, quando o cérebro do corpo espiritual se justapõe ao carnal, as imagens que traz na memória se recodificam pelos arquivos do cérebro carnal. Isto porque as condições espirituais são dimensionalmente diferentes das materiais. Por isso os sonhos de que lembramos, são quase sempre estranhos e até mesmo absurdos.
Mas há também aqueles sonhos produzidos pelos espíritos, bons ou maus, que nos querem passar alguma idéia, avisos, orientações ou nos desejam perturbar.
Muitas pessoas igualmente são levadas a participarem de encontros, cursos, palestras e mesmo de atividades no mundo espiritual durante o sono. Na maioria dos casos nenhuma lembrança guardam ao acordar.
Como se pode perceber, essa outra dimensão não é um lugar de repouso eterno, mas um universo paralelo ao nosso, onde a vida se desenvolve com infinitas possibilidades de aprendizado e progresso, muito além dos limites da nossa compreensão.
Quando começamos a tomar
consciência dos potenciais da
nossa mente, percebemos que também somos capazes de comandá-la, de forma a criar e manter os estados de espírito
que desejamos, apesar dos circunstantes
e das circunstancias.
Sugestão:
Sempre que lembrar (cuidar de lembrar-se sempre) imprimir em si mesmo um sentimento de afetividade e de contentamento.
Céu e inferno
Céu e inferno não existem, na forma como têm sido mostrados pelas religiões. Existe, sim, o mundo espiritual, com as suas diversas faixas ou dimensões vibratórias. Quanto mais elevadas, mais luminosas e felizes. Quanto mais baixas, mais escuras e tenebrosas.
Ninguém chega ao Céu, ou seja, aos planos superiores do mundo espiritual, sem antes aprender aqui na Terra a perdoar, ser pacífico, humilde, fraterno, honesto, justo, desprendido dos bens materiais e, acima de tudo, amar. Da mesma forma, ninguém ascenciona espiritualmente sem adquirir os valores da inteligência e da sabedoria, através do estudo, do trabalho e das lutas e dificuldades do cotidiano.
Sempre que um espírito, padecendo nas regiões inferiores, arrependido dos maus atos que praticou, pede ajuda a Deus através da prece, essa ajuda lhe chega pelas mãos dos bons espíritos que trabalham nessas zonas de sofrimento, em nome do Cristo.
Nessas circunstâncias ele é conduzido para alguma das muitas instituições assistenciais que existem naquelas regiões, ou mesmo para colônias como Nosso Lar, tão bem descrito pelo espírito André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier.
Ali, ele aprende a dignificar a vida através do estudo e do trabalho, engajando-se em alguma das muitas atividades que são exercidas pelos espíritos. Alguns são logo encaminhados para a reencarnação.
Nas colônias espirituais como Nosso Lar existem instituições responsáveis pelas reencarnações, onde são estudados e analisados os processos de retorno à matéria, assim como também é feito o acompanhamento dos casos.
Nós temos o poder de controlar
nossos estados de espírito, mediante
o comando mental.
Espíritos sofredores
Na escola, ao final de cada período letivo, procede-se a um exame, uma avaliação do aproveitamento que cada aluno teve durante aquela etapa.
A escola da vida planetária também promove avaliações periódicas e uma delas ocorre de forma natural após o desencarne. Por isso dizemos que a morte é o encontro com a verdade. Na dimensão espiritual vamos encontrar o que nós mesmos criamos através das nossas ações e também omissões, quando aqui na Terra.
Toda a nossa existência é regida por leis muito sábias, perfeitas e justas, que sempre nos levam a colher exatamente aquilo que semeamos. Foi por isso que Jesus afirmou: “A cada um será dado de acordo com suas obras”.
Essas leis geram os mecanismos de causa e efeito, pelos quais toda ação provoca uma reação. Assim, ao desencarnarmos vamos encontrar na dimensão espiritual condições boas ou más, de acordo com o uso que fizemos dos bens que a vida nos concedeu e com as ações que praticamos.
Há um velho e sábio ditado que diz: “Quem semeia ventos, colhe tempestades”. Esta é uma verdade cósmica. Portanto, quando passarmos para o mundo espiritual através da morte, vamos colher exatamente o resultado de tudo o que aqui plantamos. De nada valerão os “pistolões” espirituais, tais como missas, orações, novenas, remissões e outros atos semelhantes, porque toda pessoa responde por suas ações e não há como burlar essa lei; não há como enganar a Deus.
A morte, na verdade, situa cada espírito para a situação ou faixa vibratória apropriada e merecida. Isto funciona de forma inapelável, pela força da lei das afinidades vibratórias.
As pessoas muito apegadas aos bens terrenos, à casa, aos móveis, ao trabalho, às amizades e curtições geralmente permanecem imantadas aos ambientes onde viveram. Isto é muito prejudicial à sua evolução. O espírito liberto da carne deve libertar-se também de todas as condições materiais e reiniciar suas experiências, atividades e aprendizados no mundo espiritual, visando sempre seu crescimento interior.
Os espíritos que não conseguem afastar-se dos ambientes em que viveram também são conhecidos como “sofredores”. As mazelas, problemas e doenças que os perturbaram antes de seu desencarne permanecem vivos em suas mentes, projetando-se em seus perispíritos (corpos espirituais). Com isso, eles continuam sentindo as mesmas dores e angústias de seus últimos tempos na Terra.
Ocorre que essas dores, angústias e aflições nutridas pelos “sofredores” repercutem também nas pessoas sensíveis das quais se aproximam, podendo causar-lhes inúmeros transtornos e até mesmo doenças que os médicos não conseguem diagnosticar nem tratar de forma correta.
Por estas e outras razões, quando se suspeita da presença de “espíritos sofredores”, a freqüência a um centro espírita é muito importante, porque, além dos esclarecimentos e orientações que ali são ministrados, eles são também devidamente assistidos e encaminhados.
Da mesma forma, quem pratica suicídio sofre muito no mundo espiritual. Há inúmeros relatos de espíritos de ex-suicidas narrando seus sofrimentos verdadeiramente atrozes e, regra geral, de longa duração. É claro que as situações variam de um caso para outro, mas sempre o suicídio representa terríveis sofrimentos a quem o pratica, refletindo-se em suas futuras encarnações.
Os espíritos de suicidas geram uma vibração tão pesada e hipnótica que a sua presença pode até induzir uma pessoa reencarnada a praticar ato idêntico.
Também aquelas pessoas que vivem em desacordo com as leis de Deus, praticando a violência, a avareza, prejudicando o próximo, vivenciando o orgulho, a prepotência e outros valores negativos assim como vícios e maldades os mais diversos, depois da morte irão situar-se em zonas vibratórias compatíveis com seu próprio estado espiritual.
Depois da morte cada qual recebe exatamente o que fez por merecer durante sua vida na Terra. As posiões que ocupou não tem qualquer valor no mundo espiritual.
Mediunidade
A mediunidade é um canal entre nós e o mundo espiritual. Podemos iluminá-lo e por essa via receber infinitos benefícios ao nosso espírito, ou mantê-lo na escuridão, somando sombra com sombra, cujo resultado é sofrimento.
O fato de alguém ser médium não significa que seja uma pessoa diferente, favorecida ou desfavorecida pela vida. Mas todo aquele que comece a sentir sintomas que indicam mediunidade, deve começar a pensar com muita seriedade sobre o assunto.
Não é em vão que os poderes superiores nos dão faculdades mediúnicas. Elas existem para podermos entrar em contato com o mundo espiritual, receber notícias dos que se foram, esclarecimentos sobre a vida nessa outra dimensão, sobre as leis naturais e sobre todos aqueles “porquês” que tanto angustiam a alma humana; elas existem também como instrumentos para a prática do bem, no atendimento a espíritos sofredores e obsessores, no consolo aos aflitos de toda ordem e para alívio e cura de enfermidades do corpo e da alma.
Além dos esclarecimentos do O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, inúmeros espíritos têm trazido valiosas informações a esse respeito.
Podemos então entender que a mediunidade de tarefa sempre é programada antes da reencarnação. Muitas vezes ela representa uma troca nas formas de resgate kármico. Digamos que um espírito, conhecendo ou lembrando-se de uma ou mais de suas vidas passadas, nas quais cometeu faltas graves perante a Lei Maior, decide-se a resgatá-las. Entende então, que para acabar com aquele remorso, retirar aqueles “pesos” de sua consciência profunda, precisa renascer na Terra e purgar suas culpas numa existência de grandes sofrimentos ou limitações.
Nessas situações, e quando há merecimento de sua parte, ele pode conseguir uma troca. Em vez de reencarnar com um programa de vida repleto de dores e aflições, irá retornar á matéria trazendo um compromisso de trabalho mediúnico. É a permuta de sofrimentos por uma tarefa de amor. E lembramos, a propósito, que o apóstolo afirmou: “O amor cobre uma multidão de pecados”.
Assim, em vez da doença, da penúria, das deficiências físicas ou problemas semelhantes, esse espírito reencarna trazendo compromisso de trabalho mediúnico, inteiramente gratuito, visando apenas fazer o bem, ajudar o próximo necessitado.
Também é verdade que muitos médiuns sofrem... e muito. Certamente sofreriam ainda mais, não fosse a sua tarefa mediúnica.
Há que lembrar, contudo, que o sofrimento é caminho de evolução; é também instrumento de contenção e equilíbrio. A dor, queiramos ou não, nos preserva de muitas quedas espirituais, e muitas almas valorosas não a dispensam de suas programações reencarnatórias.
Sempre que alguém volta à terra comprometido com tarefa mediúnica, antes de sua reencarnação, os mentores elaboram um planejamento para suas futuras atividades. Eles preparam também seu perispírito, para poder servir, quando na Terra, como intermediário entre os encarnados e os desencarnados.
O futuro médium então renasce e cresce, recebendo cuidados especiais, visando à futura tarefa.
Ao aproximar-se a época em que deve ter início sua atividade medianeira, regra geral, começam a lhe ocorrer coisas estranhas: perturbações as mais variadas, doenças que os médicos não conseguem diagnosticar, acidentes anormais, sensações perturbadoras como arrepios e formigamentos, sonhos esquisitos, pesadelos, dores de cabeça, visão ou audição de espíritos, e coisas semelhantes. Nessas ocasiões sempre aparece alguém para dizer que isto pode significar mediunidade, aconselhando que procure um Centro Espírita.
Pois bem, a mediunidade começa a desabrochar no tempo aprazado e quando o médium, obedecendo ao compromisso assumido, procura uma instituição espírita, inicia de forma equilibrada o desenvolvimento de suas faculdades. Nessas circunstâncias passa também a merecer assistência dos bons espíritos, que irão orientá-lo e ajudá-lo de acordo com permissão superior. Mas, para que possa receber essa ajuda é necessário que se torne merecedor, sendo dedicado, responsável e procurando melhorar as próprias atitudes, a partir dos pensamentos e emoções, tornado-os mais compatíveis com a nobreza de uma tarefa com Jesus.
O médium deve também dedicar-se ao estudo da Doutrina Espírita, da mediunidade e a leituras de elevado teor espiritual, como por exemplo “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e trabalhar, sem cessar, pela própria evolução ou crescimento interior, porque a conduta reta e o amor universal posto em ação, representam a sua segurança e equilíbrio como medianeiro entre a dimensão material e a espiritual, e é fundamental para elevar a sua freqüência vibratória, a fim de situá-lo fora da faixa de sintonia com entidades inferiores.
Nos meios espíritas é onde poderá encontrar maior segurança para suas atividades, porque é onde melhor se conhece e mais seguramente se trabalha no campo mediúnico.
A mediunidade pode ser também uma faca de dois gumes: com Cristo, na caridade mais pura, e sob a direção de pessoas experientes e verdadeiramente fraternas, apresenta-se como ponte de luz entre a Terra e o Céu. Mas quando se propõe ao atendimento a interesses rasteiros, ao ganho de bens, de posições, de influência ou status, ou ainda, a fazer o mal, ela se transforma em canal para espíritos das sombras com resultados imprevisíveis, mas sempre muito ruins. E o pior ocorre no retorno ao mundo espiritual, depois da morte. Ali, o médium faltoso terá de amargar suas dores, seus remorsos e o resultado de suas ações irresponsáveis ou antifraternas, sem falar em que terá de recomeçar tudo outra vez, e em condições mais desfavoráveis.
Na maioria dos casos, o candidato a médium começa a receber o chamamento para a tarefa e não atende; muitos por medo, outros por acomodação e outros ainda, por causa de suas religiões, pois a maioria delas, sem conhecerem bem o assunto, condenam a mediunidade e a comunicação dos espíritos.
Mas as suas faculdades começam a aflorar, mesmo assim, no tempo previsto. Só que, pela falta de orientação adequada e pelo não cumprimento da tarefa, do compromisso assumido antes da reencarnação, ela pode transformar-se em canal para as mais diversas perturbações, podendo desembocar em doenças ou em desequilíbrios os mais variados, de conseqüências imprevisíveis.
É preciso, no entanto, ver que não foram a mediunidade ou o Espiritismo os causadores desses problemas, mas sim, o descaso do próprio médium que deixou de cumprir seus compromissos.
Na verdade, a mediunidade praticada com amor, dedicação e desprendimento é fator de equilíbrio e paz para seu portador. Pode-se dizer também que é a excelsa fonte das mais sublimes alegrias sentidas na Terra, procedentes do Céu.
O médium que cumpre sua tarefa conforme os compromissos assumidos, ao retornar ao mundo espiritual pelas portas da morte é recebido festivamente, como vencedor.
Uma das muitas perguntas acerca da mediunidade é sobre o grau de consciência que o médium tem durante a comunicação espiritual.
Esse grau é variado. Há desde aqueles que permanecem completamente conscientes e donos de suas faculdades físicas e mentais durante uma comunicação, até aqueles outros que nada se lembram do ocorrido. Mas nesses casos eles não perdem a consciência, apenas a memória do que se passou.
Dr. Núbor Facure, médico neurologista, fundador e Diretor do Instituto do Cérebro da UNICAMP-Universidade de Campinas-SP, num trabalho sobre a neurofisiologia da mediunidade, ao referir-se à comunicação mediúnica, diz que “nenhuma mensagem poderá ser totalmente inconsciente, visto que em todas há participação do córtex cerebral do médium e, se por acaso este não se recordar dos eventos que se sucederam durante a comunicação, o esquecimento deve ser atribuído a ocorrência de uma simples amnésia.
Considera-se portanto, que o processo mediúnico transcorre sempre em parceria, com assimilação das idéias do espírito comunicante e a participação cognitiva do médium. Sendo comum uma amnésia que ocorre logo após a rotura da ligação fluídica (interação de campos de força), entre o médium e a entidade”.
Mas, para quem entende que a comunicação com o mundo espiritual é pecado, por ter sido proibida no Antigo Testamento, da Bíblia, perguntamos: por que só aquela proibição é obedecida e não todas as demais? Para melhor esclarecer esta questão vamos transcrever parte de um texto que circulou na Internet:
“Laura Schlessiger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levítico 18:22 e não pode ser perdoada em nenhuma circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para dra. Laura, escrita por um cidadão americano.”
“Cara Dra, Laura:
Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas na Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu programa, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 afirma claramente que isso é uma abominação. Mas eu preciso de sua ajuda no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las nos dias atuais:
a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?
b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Hoje, qual você acha que seria um preço justo por ela?
c) Levítico 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir escravos canadenses?
d) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodos 35:2 afirma claramente que ele deve ser morto. Sou moralmente obrigado a matá-lo?
e) Levítico 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100% ou pode-se dar um jeitinho?
f) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem ser mortos?
g) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19, plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los, conforme nos é ordenado em Levítico 24:10-16? Não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros?(Levítico 20:14)
PS. Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a Bíblia é a palavra de Deus e é eterna e imutável.
Seu discípulo.”
Que o leitor nos perdoe pela reprodução desse texto vazado em tom de ironia, mas que desperta a atenção para algo que nem todos enxergam: a Bíblia, apesar do seu valor e significado, NÃO pode ser considerada a palavra de Deus, eterna e imutável.
Se você estiver a ponto de explodir ou desistir de tudo lembra que, em qualquer situação, só com serenidade e equilíbrio,
é possível obte-se bons resultados.
Obsessão
Nos últimos anos a obsessão vem grassando na Terra, cada vez mais e mais, causando perturbações e sofrimentos os mais variados.
Ela é, certamente, uma doença, só que é doença da alma, ou melhor, a nossa alma é que favorece as condições necessárias para as obsessões poderem se instalar.
Mas, o que é uma obsessão?
É o domínio que um espírito exerce sobre alguém. Esse domínio ocorre em variados graus, desde os mais leves até aqueles que vão da fascinação à subjugação, podendo chegar à possessão.
Conforme explica Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, “A obsessão é uma ação permanente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo”.
É uma ação permanente e não esporádica, em que o espírito perseguidor permanece junto ao obsidiado, usando todos os recursos que conhece e dos quais consegue lançar mão, para alcançar o que pretende.
A ação obsessiva é exercida por um espírito mau; não é exercida por um espírito bom, ou mesmo por um “sofredor”, porque é uma ação maléfica, visando geralmente vingança.
Quando Kardec fala em espíritos maus não quer dizer que eles o sejam eternamente ou que já tenham sido criados assim. Eles não são diferentes de nós, apenas escolheram viver em desacordo com as leis cósmicas descendo moralmente aos mais diversos níveis, desde aqueles que são maus apenas para os objetos do seu ódio, até aqueles terrivelmente perversos, cruéis, verdadeiros monstros de maldade e perversões de toda natureza. São os que muitos classificam como Demônios, Satanás, Diabo etc.
Mas o espírito nunca regride em sua evolução. Os valores adquiridos permanecem latentes em seu inconsciente e suas quedas morais são temporárias, mesmo que durem milênios.
Muitos espíritos, ao alcançarem um grau mediano de evolução através das experiências reencarnatórias no bojo do tempo, quando se lhes começa a despertar a consciência divina, chamando-os para o Alto, preferem as atrações inferiores, mergulhando fundo nas paixões. E, nesse impasse entre os ditames da consciência e suas escolhas, tratam de abafar os chamamentos divinos, isolando-se da essência do próprio espírito, que é luz de Deus. É como se envolvessem a própria consciência num energismo de negação, abafando-a. Mas todos eles, dos maus aos piores, um dia se cansarão da própria maldade, retomando o caminho da evolução. Deus não iria criar seres que pudessem, para sempre, votar-se ao mal.
Há inúmeras narrativas de espíritos sobre episódios em que algum desses terríveis “medalhões do mal” acaba abandonando as regiões inferiores, decidido a mudar de vida, passando a preparar-se para nova reencarnação que, certamente, será muito sofrida. Nesses casos geralmente há a atuação de alguém que lhe é muito caro, como por exemplo, sua mãe, que desce das regiões de luz e harmonia para convencer aquele ser a mudar de rumo.
Já os espíritos que alcançaram maior grau de evolução, cujas consciências já se encontram mais amplamente banhadas em luz divina, esses não mais se sentem atraídos pelos chamamentos inferiores, porque já eliminaram de si mesmos todos os resíduos da natureza animalizada. Aquela lenda sobre o Anjo que sentia inveja e tinha a ambição de assemelhar-se a Deus e por isso foi lançado ao inferno, tem simbolismos diferentes, porque um ser espiritual tão elevado não cai. A ambição, a inveja, o ódio, o egoísmo e assemelhados, são valores negativos que somente vigoram nas faixas primárias da evolução.
Quanto às obsessões, quase sempre acontecem por questões de vingança, e podemos mesmo dizer que os obsessores são nossos cobradores. Eles estão nos cobrando algo que lhes fizemos, geralmente, em vidas passadas.
Existem casos de obsessão por espíritos que foram abortados. Vendo frustrados os seus ideais de retornarem à Terra, através da reencarnação, procuram vingar-se das mulheres que lhes deram acolhida, mas em seguida os expulsaram de seus ventres.
Todos nós, na verdade, temos as companhias espirituais que atraímos através das nossas atitudes e ações.
Mas existem ainda aquelas obsessões provocadas por trabalhos de terreiro, quando espíritos maus são contratados para esse fim.
Em qualquer processo de obsessão, no entanto, o remédio está na conduta que Jesus ensinou; está na reforma interior. Também é importante procurar um centro espírita, para receber passes e orientações, e para que o espírito obsessor possa ser devidamente assistido em trabalhos específicos. Mas a cura depende do obsidiado, do esforço que faça pelo próprio crescimento e iluminação. No momento em que passa a vivenciar o perdão, a mansuetude, a fraternidade plena o obsessor acaba perdendo a sintonia com ele e a obsessão se acaba.
Conheça mais sobre estes
assuntos lendo
O Livro dos Médiuns,
de Allan Kardec, o maior
e mais completo trabalho
sobre a mediunidade
e como lidar com ela.
Aborto
Praticar aborto, além das possíveis perseguições espirituais que pode acarretar, gera responsabilidade com a Lei Maior, porque nesse ato mata-se o corpo de alguém, ainda em formação, frustrando sua programação evolutiva. Muitos espíritos de abortados traziam grandiosos compromissos com a coletividade ou com aqueles que deveriam ser seus pais na terra. Além disso, provoca terríveis sofrimentos ao feto, cujo corpinho é impiedosamente destroçado, gerando karma negativo aos que o praticam.
O aborto, hoje, é largamente praticado na Terra e, em muitos países, com respaldo da lei. Só que a maioria das mulheres que o fazem não tem plena consciência do seu real significado. Entendem elas que em seu ventre se encontra em crescimento apenas um punhado de tecidos que vai se transformar num bebê que não está em sua programação de vida, ou a quem teriam grandes dificuldades para criar. Não entendem que ali está, desde as primeiras horas da gravidez, um espírito em processo reencarnatório, que está ingressando no mundo material através, exatamente, daquele punhadinho de tecidos.
Não sabem também que esse minúsculo ser com poucos dias ou semanas de vida já tem percepções, sensações e emoções; que fica inquieto quando a mãe está nervosa e dorme quando ela descansa. Quando se aborrece chupa o dedinho ou então fica dando voltas. É um comecinho de gente que precisa de muito amor, desde o início.
É verdade que muitas mulheres, e também homens, conhecem perfeitamente todos esses e outros detalhes, mas certamente, a maioria, não, da mesma forma como ignora a terrível crueldade que representa o aborto.
Qualquer pessoa que assista ao filme O Grito Silencioso dificilmente terá coragem de fazer ou ser conivente com o aborto. Nesse filme é mostrado através do ultra-som todo o desenrolar do drama; como o coraçãozinho do feto passa a bater acelerado ao perceber a presença do instrumento que irá furar a bolsa, e como foge para os lados e para cima tentando desesperadamente escapar ao perigo. E quando o bocal de sucção se